segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Relatório da Vivência em Dança no Colégio Estadual Alberto Gomes Veiga com estudantes do Ensino Médio - Por Amanda Olmedo Vega

    Começei a trabalhar no projeto no final de março deste ano como voluntária, já que como estrangeira e recém chegada a morar en Matinhos ainda não tinha residência nem era estudante da UFPR. Mas em meu país, Chile, havia deixado inconcluso os estudos de dança na  faculdade e tinha um grande interesse em continuar dançando e aprofundar meus  conhecimentos na aréa. Por isso, que o projeto professores dançantes foi uma ótima possibilidade de concretizar meus  anseios.
    Eu sempre havia dançado, mas nunca havia dado aula. Foi uma experiencia totalmente nova. Começei a trabalhar junto com minha companheira Ana Paula Springer. Fizemos um planejamento pensado para aplicar no contra-turno e nosso objetivo era trabalhar a expressão corporal através da ativação dos sentidos (como tato, olfato, audição e visão), trazendo vários elementos para  atingir tal objetivo como música, fotografias, objetos com diferentes texturas, etc. Mas , quando começamos a ir para o colégio nos encontramos com diversas dificuldades, que acabamos mudando completamente nosso planejamento.
    Nunca esqueçerei o primeiro dia de aula, era a primera vez que entrava numa escola, chamou- me profundamente a atenção o portão gigante de ferro na entrada sempre cuidado por uma mulher com as chaves do cadeado, ela sabia exatamente quem entrava e saia do colégio. Também me surpreendeu o alarme de mundança de periódo, era realmente análogo ao de um presidio. Os muros feios, velhos e cinzas, sinceramente  se fosse estudante não tendria vontade ninguma de estudar lá. Esse día junto com minha companheira fizemos três aulas contínuas tapando buraco de professor ausente.
    Nas próximas aulas a gente continuou em nossa proposta de contra- turno, fizemos difusão colando cartazes na escola. Os supervisores difundiam as aulas com os alunos, mas mesmo assim, só conseguimos 4 alunos, até que em algúm momento fomos 4 professoras para 3 alunos. Foi assim que no mês seguinte decidimos trabalhar com uma turma, tentamos procurar conciliar um horário que fosse compativel com nossas atividades, as atividades dos supervisores e com o meio de transporte, já que dentro das normas do projeto, ele não tem que concidir com nossas aulas da faculdade, e, nossas aulas tem que acontecer em alguma aula de arte do supervisor, mas na verdade isso nunca aconteceu, a gente nunca teve apoio dos supervisores. Acredito que durante o ano só os ví umas 3 vezes.
    Então o que aconteceu  foi que pegamos uma turma com outro professor de arte, que nos cedeu seu horário de aula, foi uma situação incómoda, já que ele quase nunca ia dar aula... quando ia não ficava dentro da sala com nós e não tinha planejamento nenhum feito para o semestre. Mas também não podíamos exigir nada a ele, porque ele não era do projeto e estava fazendo isso como favor.
    Foi assim  que começamos a aplicar aula todas as segundas-feiras no periódo das 14:20 hrs às 15:10 hrs, na aula de artes do Professor Hipólito. Turma sétimo C.
    Foi um processo de 2 meses de aula bem instável, mas também de muito aprendizado, agora estavamos em três pessoas. Ana Paula Springrer, Najara Antunes e eu, juntas procuramos fazer um planejamento de aula que abordasse a expressão corporal por meio de dinâmicas corporais, às vezes foi muito difícil, porque era uma turma numerosa, sem vontade de sair da cadeira sequer, bulicosa e dispersa, às vezes os primeiros 20 minutos de aula eram só para tentar fazer silêncio e que nos escutassem.
    Percibiamos que eles não querian sair da cadeira e nem fazer atividades individuais, mesmo alguns que queriam participar ficavam com vergonha da opinião dos outros companheiros. Assim que começávamos a fazer as atividades com os alongamentos e atividades em círculos, todos juntos  e com as cadeiras, já que estávamos em 3. Às vezes, dividíamos a turma em grupos pois com menos alunos eles se concentravam mais e eram mais participativos, ficavan com menos vergonha. Até conseguimos ensinar uma pequena sequência de movimentos com cadeiras.
    A relação com elos foi muito instável, às vezes alguns ficavam felizes de nos ver chegar e outras nem olhavam para nossa cara. Gostaria de entender o por que desta instabilidade relacional? Acredito que alguma diferença conseguimos fazer, ou pelo menos que 2 ou 3 perceberam que a dança não é só um estilo determinado, mas sim um meio de expressão e de liberação que todo mundo tem direito a conhecer.

 Segundo do semestre – Colegio Estadual Alberto Gomes Veiga 


         Nesta segunda etapa trabalhei com meu companheiro Vinicius Mohr no Colegio Estadual Alberto Gomes Veiga. Nosso planejamento foi feito para ser aplicado no contra-turno. Nossa idéia era discutir a questão da identidade brasileira a partir da herança cultural trazida pela escravidão negra. As aulas seriam teórica- prática. A parte teórica seria abordada com vídeos e roda de conversas em relação a temática e a parte prática trabalharíamos com diversas dínamicas corporais com apoio de recursos que tiveram relação com nosso tema trabalhado, como por exemplo a música (“A carne”, de Elza Soares), fotográfias e frases.
         Nossa idéia era sempre fazer um trabalho coletivo e reflexivo, já que nos importava muito que os alunos soubessen o sentido e a razão do que estavam fazendo.
         Começamos a ir para a escola em setembro, nossas primeiras ações foram criar um cataz para difundir as aulas e distribuir-los pela escola. Também falamos com a diretora Cida, onde apresentamosles nosso plano de trabalho e o cartaz. Ela sempre foi muito amável e disposta a trabalhar juntos pelo bom desenvolvimento do projeto. Ela nos mostrou a escola, e disponibilizou um espaço para realizar a aulas, que ainda estavam em mantenção, mas que era bem amplo e ótimo para trabalhar dança.Também nos disponibilizou caixa de som e a sala de audivisuais quando a gente precisou, além de ela mesma nos ajudar com a difusão das aulas, indo sala por sala avisar os estudantes e divulgar uma ficha de inscrição para ter um controle dos alunos que participariam.

 
Então, marcamos de fazer nossas aulas todas segundas-feiras, no contra-turno, das 14:00 hrs às 15:00 hrs. Nossa primeira aula foi no dia 23 de setembro. Nesta tivemos a presença de 6 alunas do primeiro ano do ensino médio.
         Iniciamos a aula com uma pequena apresentação falando sobre o  projeto “Professores Dançantes”, continuamos com uma apresentação de cada um de nós, falando quem éramos e nossa ligação com a dança.
         Para conhecer as alunas fizemos uma dinâmica com um elástico, as pessoas em roda, uma pessoa pegava a ponta do elástico, primeiro só falando seu nome e logo passava para outra companheira, e assim depois de todas falarem seu nome, elas falavam alguma virtude e um defeito. Depois de todas passarem o elástico ficou uma enorme tela de aranha no meio da roda, pedimos para asegurarem o elástico em algum lugar da sala de algúm jeito que a forma do meio da roda não se perdesse. Uma vez conseguido isso, utilizamos issa estrutura para fazer dinâmicas de expresão corporal intervindo no espaço criado pelo elástico, tazendo elementos como equilíbrio, velocidade e níveis.
         Também fizemos nesse dia diversas  dinâmicas com  cadeiras. Cada um criou dois movimentos  utilizando  a cadeira para depois compartilhar com mais duas companheiras e assim irem somando seus movimentos até criar uma sequência de movimentos construído pelas três pessoas. Logo que todos finalizaram cada trio mostrou o criado. As atividades planejadas para o primeiro dia foram pensadas mais na interação com os alunos para conhecer seus interesses e afinidades. Foi uma experiência muito boa, já que elas gostaram muito das actividades. Foram muito participativas e compartilharam com nós seus interesses no que diz respeito ao que gostariam de aprender em relação a dança.
         Nas aulas seguintes, lamentavelmente, por motivos fora de nosso alcance, como cancelamento de transporte em cima da hora e feriados da escola, não foi possível dar continuidade no contra- turno, já que nas aulas posteriores não tivemos nenhum aluno.
         Foram várias as aulas onde a gente ia na escola e ficavamos na sala de professores esperando por alunos, tentamos diversas acões para chamar a atenção dos alunos a participar de nossas aulas, tais como voltar a distribuir cartazes pela escola e fazer difusão de sala por sala, mas nada destes métodos se mostraram producentes.
         Na procura de achar soluções, e falando com a diretora Cida , descubrimos que no mesmo horário uma turma de primeiro ano de ensino médio tinha aula de educação física e que o professor estava interesassado em trabalhar dança nas suas aulas. Então fomos falar com ele, contamos sobre o projeto, a temática que a gente queria trabalhar e nossa dificultade de não ter alunos para desenvolver o trabalho. Justamente concidiu que ele dentro dos conteúdos tinha que trabalhar dança e luta, mas que sentia insegurança, pelo desconhecimento na aréa da dança e que gostaria muito que a gente trabalhasse em conjunto.
         Então, a gente fez uma adaptação em nosso planejamento, devido a tématica que o professor estava trabalhando  e o pouco tempo que tínhamos para desenvolver tal trabalho, já que o ano escolar estava acabando, decidimos trabalhar com maculelê, já que sentimos que representava exatamente o interesse de ambas as partes, pois este é uma manifestação da cultura afro-brasileira em que se articula dança e luta.


Relatório da Vivência em Dança no Colégio Estadual José Bonifácio com estudantes do Ensino Médio - Por Louine Henrieth Moura e Sheila Martinez


 Vivemos em uma sociedade em constantes evoluções e transformações, e a escola tem uma função social. A arte acompanha essas evoluções e sendo uma área de conhecimento no espaço escolar, entende-se que está ligada diretamente com as expressões humanas  e as transformações que por ela perpassam. A arte como sendo produção e expressão humana também tem sua função social. Neste sentido o trabalho desenvolvido na escola tem sua importância social e não pode esta ser desconexa da escola, onde é um espaço de possibilidades.  
O objetivo do trabalho, é na observação à reação dos alunos ao viverem uma dança que não trabalha com música e sim estritamente com a expressão corporal para a compreensão da estrutura e do funcionamento e a investigação do movimento humano. Também para uma exposição no Seminário Dançante.
Objetivos específicos
*        Observar as qualidades individuais de movimento observando e respeitando o desenvolvimento motriz de cada um, nas diversidades e limites corporais;
*        Desenvolver a expressão na dança;
*        Reconhecer dos apoios do corpo explorando-os nos planos (os próximos ao piso até a posição em pé).
A metodologia para este trabalho, será estritamente corporal, o uso do corpo, para trabalhar apego, rejeição e dependência. O trabalho será baseado nas técnicas do grupo Cena 11.
Contextualizar no primeiro momento, num círculo de conversa e dinâmica na preparação para o encaminhamento metodológico, após, a fruição, com a apresentação de vídeo do grupo Cena 11.
No segundo momento a experimentação, com práticas de técnicas que envolvam o corpo, numa dinâmica baseada nas técnicas do grupo Cena 11.
CRONOGRAMA
O trabalho será desenvolvido em três etapas, nos dias 29/10, 28/11, 03/12. No Colégio Estadual Alberto Gomes Veiga, para os alunos do 1º ano do Ensino Médio (faixa etária, entre 14 e 16 anos)
CONSIDERAÇÕES FINAIS (RELATO DE EXPERIÊNCIA)
No primeiro momento os alunos foram receptivos com a dinâmica, que, trabalhou a apresentação e o conhecimento corporal.
Na segunda parte do trabalho, foram mostrados alguns vídeos. O primeiro, um vídeo de dança contemporânea,  apenas para despertar o interesse dos alunos, no qual se mostraram receptivos. O segundo vídeo, foi uma parte do espetáculo, “Violência”, do Grupo Cena 11. A princípio ficaram surpresos, e incomodados, relatando que as cenas eram fortes. Após esclarecer os aspectos do espetáculo, houve uma mudança no olhar dos alunos sobre o espetáculo. Começaram a prestar mais a atenção nas técnicas e nos movimentos corporais do que na sua produção.
No terceiro vídeo foi apresentada a parte de uma oficina ministrada em Florianópolis, por integrantes do Grupo Cena 11. No qual a ideia principal era trabalhar queda e recuperação em cima lançamos a proposta de nos aproximarmos  dos conceitos de apego, dependência e desapego. Os alunos aceitaram a proposta com entusiasmo.
Os trabalhos ocorreram de maneira tranquila, com a participação da maioria dos alunos  e os que não participaram efetivamente, assistiram com entusiasmo e curiosidade. Os trabalhos se deram com total aprovação da professora, que demonstrou interesse, para a nossa surpresa, pois sua formação é em Artes Visuais.
A maior dificuldade foi o tempo, e percebemos que o trabalho poderia ser estendido para mais aulas, apesar de termos conseguido planejar as aulas nos moldes Ana Mae (contextualização, fruição e produção). 



Relatório da Vivência em Dança no Colégio Estadual José Bonifácio com estudantes do Ensino Médio - Por Vinicius Afonso Mohr

           
Tudo começou por uma vontade louca de dançar, ingressar no Pibid foi meu maior presente com certeza. Pois consegui muita experiência, falta muito, mais muito, mas adquiri o suficiente para entender que realmente é isso que quero. Descobrindo os gostos, estilos, pois em um país em que agita o samba, o frevo, o afoxé, o baião, o bumba meu boi, o xote, o xaxado, o funk, o rap, o hip hop, as danças de salão, as danças eruditas como a clássica, a moderna, o jazz, a contemporânea, entre outras culturas, é impossível ficar parado e não amar a grandiosidade da Dança Brasileira. Descobrir e vivenciar estilos de danças brasileiras, para quem é amante da dança, é como dar a alma a um corpo. Pois hoje me sinto muito mais seguro para trabalhar com meus alunos os conteúdos específicos da dança, e ainda lhes ofertando nossa riqueza cultural. E minha referência nesses estudos com certeza deve-se muito a minha “Enciclopédia Corporal”, Juliana Azoubel, coordenadora do Pibid: “Professor Dançante: a dança contemporânea brasileira dentro e fora dos muros da escola”. Fica aqui registrado muito carinho e um reconhecimento especial, por tudo que consegui de experiência tanto artística quanto pedagógica.

Depois da busca por muita experiência artística dentro do grupo vieram então as práticas pedagógicas nas escolas,  a forma de colocarmos em práticas um dos motivos de nos encontrarmos para estudar epesquisar a dança.
Minha primeira aplicação começou no Colégio Estadual José Bonifácio, colégio da cidade de Paranaguá, no endereço: Alameda Cel. Elysio Pereira - Estradinha, Paranaguá. Onde fui atendido pelo Profº André Carvalho, que além de professor do Colégio José Bonifácio é um dos supervisores do projeto, que desenvolvemos pela coordenação de Juliana Azoubel.

Colocar esses alunos a prática foi um desafio muito grande, mais que aos poucos com muita paciência e dedicação, foram se entregando ao movimento da vida, conhecendo a dança em paralelo se conhecendo também.
Os alunos do 1° ano h, desenvolveram e pesquisaram movimentos cotidianos, onde cada aluno trazia para nós como informação duas características pessoais. Sendo que foi determinado pelo grupo que o tema seria esporte, sendo assim, então somando as características de cada um teríamos ao mesmo tempo uma característica para que aquele grupo. Depois em conjunto pesquisamos movimentos para identificar as características componentes do grupo, seguindo então cada aluno criaria dois movimentos, onde depois eu faria a costura desses movimentos, para que assim tivéssemos nossa coreografia intitulada como “ identidade de corpos.”  


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Viewpoints - Aula Laboratório proposta por Fernanda Rosas e Daiane Araripe

 Viewpoints é uma técnica de composição coreográfica desenvolvida por Mary Overlie, artista coreógrafa e professora, durante a década de 1970. A tradução direta de viewpoints para o português é “pontos de vista” e  segundo a técnica, a criação coreográfica pode ser vista através de seis enfoques (viewpoints), também conhecidos como SSTEMS, que são os seguintes:
-Space, em português, o espaço, e diz respeito à percepção dos corpos no espaço;
-Shape, a forma, que tem como foco a forma física que o corpo assume;
-Time, o tempo, que se concentra na velocidade e a duração dos movimentos;
-Emotion, emoção, são os estados emocionais presentes em movimento;
-Movement, o movimento, as relações cinéticas espontâneas que surgem no corpo;
-Story, a história, a ordenação lógica da composição, o “enredo”.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Relatório da Vivência em Dança no Colégio Estadual Alberto Gomes Veiga com estudantes do Ensino Médio - Por Méry Santana e Lilian Webber


 A nossa equipe é formada pelas bolsistas Méry Santana e Lilian Webber. Escolhemos a Colégio Estadual Aberto Gomes Veiga, em Paranaguá, para o desenvolvimento do Projeto PIBID Professor Dançante.  “A Dança Contemporânea dentro e fora dos muros da escola”. O Projeto iniciou com a divulgação pelos supervisores do projeto com cartazes disponibilizados na escola. Contamos ainda com uma preparação corporal todas as segundas -feiras, com a professora e coordenadora do Projeto Juliana Azoubel, nas instalações do Teatro do Centro Cultural - Universidade Federal do Paraná.  O nosso primeiro dia de aula no colégio foi em 03 de abril de 2013, sempre nas quartas-feiras das 14h00min às 15h30min com os estudantes do período da manhã, contra turno. Neste dia não havia estudantes. Aproveitamos então o momento livre e fomos conversar com a diretora Cida, sobre como seria as aulas, horários, disponibilidade de equipamentos, caixa de som, data show e sala para as aulas. A diretora nos disponibilizou a sala de vídeo para trabalharmos com os estudantes, e futuramente a sala do anexo, um espaço grande nas dependências do terreno da escola e que estava sendo reformado. Com todos estes detalhes acertados com a diretora, fomos analisar o espaço físico e preparar o relatório para apresentar o diagnóstico da escola.

Em seguida desenvolvemos o plano de aula para o mês de abril que acabou se chamando “Abril pra Dança”. O segundo encontro, a diretora Cida nos avisou que não haveria aula por causa dos jogos estudantis. Mesmo com esta possibilidade, iniciamos o projeto, fomos até a escola para interagir, analisar e conhecer os estudantes.
Para nossa surpresa ao chegarmos lá, havia cinco estudantes nos esperando e aos poucos foram chegando mais, totalizando doze, onze meninas e um rapaz, com faixa etária entre treze e dezessete anos. Organizamos uma roda de conversa e explicamos como funcionaria o projeto de dança, o dia, local e horário dos encontros. Que deveriam vir com roupas leves e confortáveis. Em seguida os estudantes responderam um questionário elaborado por nós, com informações pessoais, estilos de danças e músicas preferidas, se praticavam algum esporte, se tiveram alguma fratura ou doença respiratória e o que eles pretendiam ou esperavam com o projeto Professor Dançante. Começamos as aulas com o aquecimento e alongamento do corpo. Após o desenvolvimento das atividades, terminamos com uma roda de conversa sobre as impressões da aula, em seguida com um relaxamento. O objetivo é levar os alunos a perceber seus corpos, conhecer seus limites, criatividade e percepção.

            Nas semanas seguintes a ideia era fazer com que os estudantes pudessem perceber que na hora em que estavam criando os movimentos, o quanto a exploração desses, auxilia na coordenação motora e na conscientização do ritmo. Essa percepção pode ajudar tanto o desenvolvimento pessoal como nas ações em grupos. As aulas foram dialogadas e realizadas em grupo, de forma lúdica, com dinâmicas. Para o desenvolvimento das aulas nos utilizamos de notebook, data show, caixa de som, máquina fotográfica, cadeiras, vídeos e acessórios diversos. Já com os movimentos trabalhados era hora de inserir a musica.   Com o desenvolvimento das aulas, e com muita conversa entre nós e os estudantes, levamos muito em consideração o meio em que estes estavam inseridos. A idade neste grupo variava entre 14 e 18 anos, e sabemos o quanto é difícil para o adolescente em formação aceitar propostas novas. Partimos então do princípio do gosto de cada um. Pedimos que cada um trouxesse uma musica que gostaria de trabalhar com o grupo. Surgiu a Ideia de uma apresentação para um evento da escola, então começamos montando uma pequena coreografia, já com aqueles movimentos que vínhamos trabalhando, movimentos estes que foram desenvolvidos pelos estudantes, cada um pegou um determinado movimento que repete constantemente durante a sua pratica esportiva, tais como vôlei, natação, futebol, capoeira, etc, e também movimentos de dança contemporânea, que eles assistiram e se apropriaram dos vídeos que levamos do Grupo Corpo. Trabalhamos todas as musicas levadas pelos estudantes, mas a escolhida por eles foi “Lithium da Banda  Americana Evanescence”.
Através da Musica encontramos um vídeo de Ballet Contemporâneo da Escola da Lyceu, do Rio da Janeiro. Com a supervisão do professor Diego Lopez, as bailarinas também dançavam ao som da mesma musica escolhida por nós, isto ajudou ainda mais no desenvolvimento da nossa prática por deixar as meninas mais a vontade em relação a musica e prática.
                                                  
No decorrer do processo, o evento na escola foi cancelado, isso já desanimou o grupo, por mais que estivessem bem nas praticas e ensaios, o fato de nãoo ter mais um objetivo, “quebrou as pernas”- comentário de uma das alunas. Já em seguida vieram as férias de julho, avisamos aos estudantes que o projeto continuaria e que gostaríamos da presença de todos para continuarmos os trabalhos, mas não foi isso que aconteceu.

No Inicio do segundo semestre de 2013, a bolsita Nathessa Wolf, iniciou suas atividades no Projeto, fazendo parte do nosso grupo de trabalho. Nossa primeira ida ao Colégio Alberto Gomes Veiga, depois das férias, foi para uma conversa com a Diretora, onde foi exposto o que seria feito no decorrer do semestre. Nosso grupo continuaria a trabalhar com o contra turno, mas desta vez as terças - feiras, no horário das 14h00min até as 15h30min  Foi designada ao nosso Supervisor a responsabilidade de avisar as turmas do período da manhã que haveria essas atividades, porém nenhum aluno compareceu.  Na semana seguinte colamos cartazes e fizemos a divulgação por todo o colégio, o que também parece não ter funcionado. Na outra semana, fomos no período da manhã, passamos em todas as salas chamando os alunos e de nada adiantou. A falta de interesse e comparecimento dos alunos foi bem desmotivadora. Pensamos em realizar nossas atividades em uma turma do período da tarde, nos apropriando de uma aula da Professora Amarilis da disciplina de Arte, porém a mesma já cedia duas de suas aulas, no mesmo dia pra outros grupos do PIBID, portanto não seria possível ceder mais uma. Neste segundo semestre o nosso grupo do projeto, passou por dificuldades de desenvolvimento. Resolvemos então ter uma conversa definitiva com a diretora Cida, para saber qual seria a melhor forma de trabalhar para o ano de 2014, assuntos como espaço fixo, comprometimentos dos funcionários, equipamento e divulgação, tivemos total apoio da diretora para que estas questões sejam sanadas e que para o ano que vem o projeto cresça e se desenvolva dentro das expectativas. 






segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Relatório da Vivência em Dança no Colégio Estadual José Bonifácio com a turma 9º D - Por Najara Antunes e Glória Ribeiro

           Nós trabalhamos no Colégio Estadual José Bonifácio, Paranaguá PR . Ficamos com a turma de 7° ano do Ensino Fundamental, segunda aula de segunda feira, aula cedida pelo professor de artes Hipólito. Na primeira aula nos apresentamos aos alunos e explicamos qual era a nossa proposta de trabalho, que somos bolsista de um projeto do PIBID, Professores Dançantes “A Dança Contemporânea dentro e fora dos muros da escola”, tendo como coordenadora a professora Juliana Azoubel, UFPR Litoral. No início eles ficaram um pouco tímidos, mas isso se deve ao fato do pouco contato que eles têm com dança. Percebemos isso na primeira aula onde fizemos uma roda com eles e cada um se apresentava dizendo seu nome, se já teve contato com dança e  algo mais que mais se sentisse vontade de falar. O nosso objetivo principal era trabalhar com a exploração corporal a partir do tema “O que é loucura?”, tendo como inspiração a música "Maluco Beleza" de Raul Seixas. Nas primeira aula decidimos não aplicar as aulas direcionadas ao tema loucura, e sim mais direcionada a expressão corporal. Nas primeiras aulas tivemos um pouco de dificuldade com a agitação dos alunos, eles participavam das aulas mas em certos momentos falavam mais alto que nós, resolvemos tentar resolver isso com uma conversa com a turma, explicando qual era a importâncias das aulas, o que queríamos trabalhar , que compreendíamos que estar em sala de aula por obrigação não é confortável, depois dessa conversa eles ficaram mais calmos, mas também diminuiu um pouco a participação deles, mas os que não participavam geralmente ficavam observando  os que fazia as atividades, e quando começavam a conversar alto demais pedíamos para que diminuíssem a conversa para que não atrapalhasse quem estivesse participando das atividades. Depois de cinco aula aplicada com a turma de 7° ano, íamos aplicar a sexta aula (depois de duas segundas feiras que não tiveram aula na escola, devido ao feriado da padroeira a cidade e dia do professor) seguindo o nosso planejamento, chegamos na escola e soubemos que havia acontecido uma mudança no horário das turmas, e que a turma que estávamos trabalhando ficou para outros dias, que não batiam com os dias disponíveis entre nós duas. No horário da segunda aula seria com a turma do 9°D então decidimos trabalhar com essa turma, mesmo não tendo feito um outro planejamento especificamente para essa turma por termos sido pegas de surpresa com a mudança recorrente, resolvemos encarar esse desafio. Começamos nos apresentando para eles e explicando o que havia acontecido, logo depois começamos a fazer a chamada, perguntando o nome de  cada um para que conhecemos o grupo mais rapido. Fomos super bem recebidos pelos alunos, e aplicamos algumas atividades que trabalhava com coordenação motora, confiança, atenção, audição entre outros fatores e depois pedimos para que fizessem um relato escrito sobre a aula e o que esperavam. Nos relatos constam que tinham gostado das atividades que esperavam que tivessem mais atividades como essa nas próximas aulas. Decidimos então na segunda aula começar direto com a música do Raul Seixas, colocamos a música para tocar em nosso computador e caixinha de som, pois não podíamos mais usar o auditório (que tem um equipamento de som e projetor), pois depois da reforma que teve quando fomos tentar agendar para poder aplicar as aulas  nos comunicaram que apenas os próprios professores da escola poderiam utilizar o auditório, que não estavam mais autorizados as reservas para qualquer outro tipo de projeto (se não os da própria escola), então fomos a uma sala que era maior do que as outras, enquanto a música tocava eles tinham que fazer três desenhos com formas geométricas simples e três palavras, qualquer uma que viesse a cabeça deles enquanto escutavam a música. Depois que fizeram os desenhos e palavras explicamos qual era a atividade, que eles teriam que expressar com o corpo o que tinham escrito e desenhado, todos fizeram o desenho com as palavras porém nem todos quiseram apresentar, e não obrigamos. No decorrer das outras aulas trabalhamos com a música e interpretação do que eles achavam que era loucura e tentavam expressar com o corpo, e teve uma aula em especifico que trabalhamos com algumas atividades de coordenação motora e ritmo e outra com a mesma ideia de tentar expressar formas geométricas com o corpo e também outros tipos de figuras ou sons. Nas ultimas aula percebemos que nem todos estavam participando, alguns ficavam fazendo atividades de outras matérias, que seria a única coisa que pedimos para não fazer e não aceitávamos que fizessem durante nossas aulas, os que não participavam das práticas geralmente pedíamos que fizessem relatos escritos ou orais, e sempre eram o mesmo grupo que participavam das práticas, um grupo de em torno de 8 alunos, e mais ou menos uns 6 alunos que ficavam observando as aulas, o restante  faltava a aula ou saiam da sala de aula assim que ouviam o sinal bater. Mas percebemos que tudo que foi trabalhado, tanto nas reuniões que tivemos no centro cultural da UFPR setor litoral, onde conversávamos sobre as vivências dançantes em sala de aula e que também tínhamos aulas práticas, ministradas tanto pela nossa professora e coordenadora do projeto Juliana Azoubel quanto por nosso amigos dançantes que participam conosco neste aprendizado eterno, que apesar de nossas dificuldades, percebemos que pudemos seguir em frente a acreditar que podemos fazer a diferença.

Aula Dançante Rockabilly - Por Najara Antunes