Relatório da Vivência em Dança no Colégio Estadual José Bonifácio com a turma 9º D - Por Najara Antunes e Glória Ribeiro
Nós trabalhamos no Colégio Estadual José
Bonifácio, Paranaguá PR . Ficamos com a turma de 7° ano do Ensino Fundamental,
segunda aula de segunda feira, aula cedida pelo professor de artes Hipólito. Na
primeira aula nos apresentamos aos alunos e explicamos qual era a nossa
proposta de trabalho, que somos bolsista de um projeto do PIBID, Professores
Dançantes “A Dança Contemporânea dentro e fora
dos muros da escola”, tendo como coordenadora a professora Juliana Azoubel,
UFPR Litoral. No início eles ficaram um pouco tímidos, mas isso se deve ao fato
do pouco contato que eles têm com dança. Percebemos isso na primeira aula onde fizemos
uma roda com eles e cada um se apresentava dizendo seu nome, se já teve contato
com dança e algo mais que mais se
sentisse vontade de falar.
O nosso objetivo principal era trabalhar com a
exploração corporal a partir do tema “O que é loucura?”, tendo como inspiração
a música "Maluco Beleza" de Raul Seixas. Nas primeira aula decidimos
não aplicar as aulas direcionadas ao tema loucura, e sim mais direcionada a
expressão corporal. Nas primeiras aulas tivemos um pouco de dificuldade com a
agitação dos alunos, eles participavam das aulas mas em certos momentos falavam
mais alto que nós, resolvemos tentar resolver isso com uma conversa com a
turma, explicando qual era a importâncias das aulas, o que queríamos trabalhar
, que compreendíamos que estar em sala de aula por obrigação não é confortável,
depois dessa conversa eles ficaram mais calmos, mas também diminuiu um pouco a
participação deles, mas os que não participavam geralmente ficavam observando os que fazia as atividades, e quando começavam
a conversar alto demais pedíamos para que diminuíssem a conversa para que não
atrapalhasse quem estivesse participando das atividades. Depois de cinco aula
aplicada com a turma de 7° ano, íamos aplicar a sexta aula (depois de duas
segundas feiras que não tiveram aula na escola, devido ao feriado da padroeira
a cidade e dia do professor) seguindo o nosso planejamento, chegamos na escola
e soubemos que havia acontecido uma mudança no horário das turmas, e que a
turma que estávamos trabalhando ficou para outros dias, que não batiam com os dias
disponíveis entre nós duas. No horário da segunda aula seria com a turma do 9°D
então decidimos trabalhar com essa turma, mesmo não tendo feito um outro
planejamento especificamente para essa turma por termos sido pegas de surpresa
com a mudança recorrente, resolvemos encarar esse desafio. Começamos nos
apresentando para eles e explicando o que havia acontecido, logo depois
começamos a fazer a chamada, perguntando o nome de cada um para que conhecemos o grupo mais
rapido. Fomos super bem recebidos pelos alunos, e aplicamos algumas atividades
que trabalhava com coordenação motora, confiança, atenção, audição entre outros
fatores e depois pedimos para que fizessem um relato escrito sobre a aula e o
que esperavam. Nos relatos constam que tinham gostado das atividades que esperavam
que tivessem mais atividades como essa nas próximas aulas. Decidimos então na
segunda aula começar direto com a música do Raul Seixas, colocamos a música
para tocar em nosso computador e caixinha de som, pois não podíamos mais usar o
auditório (que tem um equipamento de som e projetor), pois depois da reforma
que teve quando fomos tentar agendar para poder aplicar as aulas nos comunicaram que apenas os próprios
professores da escola poderiam utilizar o auditório, que não estavam mais
autorizados as reservas para qualquer outro tipo de projeto (se não os da
própria escola), então fomos a uma sala que era maior do que as outras,
enquanto a música tocava eles tinham que fazer três desenhos com formas
geométricas simples e três palavras, qualquer uma que viesse a cabeça deles
enquanto escutavam a música. Depois que fizeram os desenhos e palavras
explicamos qual era a atividade, que eles teriam que expressar com o corpo o
que tinham escrito e desenhado, todos fizeram o desenho com as palavras porém
nem todos quiseram apresentar, e não obrigamos. No decorrer das outras aulas
trabalhamos com a música e interpretação do que eles achavam que era loucura e
tentavam expressar com o corpo, e teve uma aula em especifico que trabalhamos
com algumas atividades de coordenação motora e ritmo e outra com a mesma ideia
de tentar expressar formas geométricas com o corpo e também outros tipos de
figuras ou sons. Nas ultimas aula percebemos que nem todos estavam
participando, alguns ficavam fazendo atividades de outras matérias, que seria a
única coisa que pedimos para não fazer e não aceitávamos que fizessem durante
nossas aulas, os que não participavam das práticas geralmente pedíamos que
fizessem relatos escritos ou orais, e sempre eram o mesmo grupo que participavam
das práticas, um grupo de em torno de 8 alunos, e mais ou menos uns 6 alunos
que ficavam observando as aulas, o restante faltava a aula ou saiam da sala de aula assim
que ouviam o sinal bater. Mas percebemos que tudo que foi trabalhado, tanto nas
reuniões que tivemos no centro cultural da UFPR setor litoral, onde
conversávamos sobre as vivências dançantes em sala de aula e que também tínhamos aulas práticas, ministradas tanto pela nossa
professora e coordenadora do projeto Juliana Azoubel quanto por nosso amigos
dançantes que participam conosco neste aprendizado eterno, que apesar de nossas
dificuldades, percebemos que pudemos seguir em frente a acreditar que podemos
fazer a diferença.
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